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nua e crua

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"Se os nossos sentidos fossem perfeitos, não precisávamos de inteligência; nem as ideias abstratas de nada nos serviriam. A imperfeição dos nossos sentidos faz com que não concordemos em absoluto sobre um objeto ou um fato do exterior. Nas ideias abstratas concordamos em absoluto. Dois homens não veem uma mesa da mesma maneira; mas ambos entendem a palavra mesa da mesma maneira. Só querendo visualizar uma coisa é que divergirão; isso, porém, não é a ideia abstrata da mesa." - Fernando Pessoa.  
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meus olhos falam lágrimas de você.

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"Cobain, Amy, Jimi Hendrix e Janis não morreram aos vinte sete. Você os encontra em livrarias, discotecas, playlists e dentro de um monte de corações e insanidades por aí.
Você não vai morrer aos vinte e sete. Eu te escrevi.
E mesmo que todo esse monte de papel rabiscado e amassado suma, você vai continuar vivo neles. Alguém te leu. Alguém vai lembrar de você em algum momento mesmo que não faça ideia de quem você seja, encarnado em outra pessoa.
Dá para entender?
Lamento frustrar sua ideia de morrer aos vinte e sete. É bonito, lírico e trágico. Mas você não vai.
Não te influenciei a se envolver comigo. Ou influenciei? Você se envolveu comigo ou fui só eu que me envolvi com você, no singular?
Não importa, eu acho. Aconteceu.

Si un escritor se enamora de ti, nunca morirás.

Você é a minha lenda viva.
Ou só mais uma das." - Yasmin    
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"Antigamente, se morria.
1907, digamos, aquilo sim
é que era morrer.
Morria gente todo dia,
e morria com muito prazer,
já que todo mundo sabia
que o Juízo, afinal, viria,
e todo mundo ia renascer.
Morria-se praticamente de tudo.
De doença, de parto, de tosse.
E ainda se morria de amor,
como se amar morte fosse.
Pra morrer, bastava um susto,
um lenço no vento, um suspiro e pronto,
lá se ia nosso defunto
para a terra dos pés juntos.
Dia de anos, casamento, batizado,
morrer era um tipo de festa,
uma das coisas da vida,
como ser ou não ser convidado.
O escândalo era de praxe.
Mas os danos eram pequenos.
Descansou. Partiu. Deus o tenha.
Sempre alguém tinha uma frase
que deixava aquilo mais ou menos.
Tinha coisas que matavam na certa.
Pepino com leite, vento encanado,
praga de velha e amor mal curado.
Tinha coisas que tem que morrer,
tinha coisas que tem que matar.
A honra, a terra e o sangue
mandou muita gente praquele lugar.
Que mais podia um velho fazer,
nos idos de 1916,
a não ser pegar pneumonia,
deixar tudo para os filhos
e virar fotografia?
Ninguém vivia pra sempre.
Afinal, a vida é um upa.
Não deu pra ir mais além.
Mas ninguém tem culpa.
Quem mandou não ser devoto
de Santo Inácio de Acapulco,
Menino Jesus de Praga?
O diabo anda solto.
Aqui se faz, aqui se paga.
Almoçou e fez a barba,
tomou banho e foi no vento.
Não tem o que reclamar.
Agora, vamos ao testamento.
Hoje, a morte está difícil.
Tem recursos, tem asilos, tem remédios.
Agora, a morte tem limites.
E, em caso de necessidade,
a ciência da eternidade
inventou a criônica.
Hoje, sim, pessoal, a vida é crônica." - Paulo Leminski, “o que passou passou?”. 
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"Podia ver a estrada a minha frente. Eu era pobre e ficaria pobre. Mas eu não queria particularmente dinheiro. Eu sequer sabia o que desejava. Sim, eu sabia. Eu queria algum lugar para me esconder, um lugar em que ninguém tivesse que fazer nada. O pensamento de ser alguém na vida não apenas me apavorava mas também me deixava enjoado. Pensar em ser um advogado ou um professor, ou um engenheiro, qualquer coisa desse tipo, parecia-me impossível. Casar, ter filhos, ficar preso a uma estrutura familiar. Ir e retornar de um local de trabalho todos os dias. Era impossível. Fazer coisas, coisas simples, participar de piqueniques em família, festas de Natal, 4 de julho, Dia do Trabalho, Dia das Mães… afinal, é para isso que nasce um homem, para enfrentar essas coisas até o dia da sua morte? Preferia ser um lavador de pratos, retornar para a solidão de um cubículo e beber até dormir." - Charles Bukowski.  
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Me prometi um dia sem te escrever, me prometi em vão. Todo vão de mim, tem teu nome.

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Que existe mais, senão afirmar a multiplicidade do real?
A igual probabilidade dos eventos impossíveis?
A eterna troca de tudo em tudo?
A única realidade absoluta?
Seres se traduzem.
Tudo pode ser metáfora de alguma outra coisa ou de coisa alguma.
Tudo irremediavelmente metamorfose!

Paulo Leminski

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"Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno." - Tu tens um medo; Cecília Meireles.  
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E esses olhos, são de que dor?

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"Quem sabe um dia, por descuido ou poesia, você goste de ficar."

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"E então tudo se resume num grão de poeira suspenso num raio de sol. O universo é tão grande que faltam números e imaginação para propor algo em nossas mentes, a ideia de sermos o mínimo assusta. Olhar pro céu é contemplar nossa minúscula e quase insignificante existência. Bilhões e bilhões de estrelas enfeitam o nosso teto e nunca nos perguntamos o que tem além dele. Talvez seja a moradia dos anjos ou quem sabe seja apenas o vazio. O vácuo: intenso e à toa. Somos um ponto azul. Uma mancha quase imperceptível no infinito, no desconhecido. Somos pó de estrelas que nem conseguimos ver… Nas linhas tordas e inexatas de especulações sobre o mundo só temos uma certeza: embora sejamos tão pequenos, tão propensos ao nada, somos a única coisa que conhecemos. Tudo o que somos e sabemos está aqui. Tudo o que cobiçamos, tudo pelo que choramos, tudo nesse minúsculo ponto. E de repente tudo o que importa é tão pequeno, tão simples, tão singelo quanto um pequeno rabisco num canto do papel." - Desafagos.  
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"Sou o oposto
do verso
tu és brisa
eu, concreto." - Elisa Bartlett    
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"Você me faz ter coragem de engolir até a parte mais triste da vida, de enfrentar os medos, de me jogar nesse teu abismo e esquecer da queda. Você me faz querer mergulhar no teu suor e percorrer o teu corpo, você me faz querer cair… E é tua gravidade que me arrasta e me prende, é a teu amor que me consome. Mas você me faz querer o teu pior, você me faz amar os teus defeitos, as tuas dores e imperfeições. Você me faz ter sede pela tua saliva, ter fome pelo teu corpo… Você me faz, eu sou você do azul dos teus olhos até o infinito - que se estende no meu amor." - Desafagos.  
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"A febre não passa, o corpo insiste em arder com a lembrança do teu fogo, a memória é o câncer para os que amam. As lembranças atormentam, tiram a razão e as certezas, elas consomem e diminuem. Meu corpo não morre, ele teima em manter-me em pé. Mas a alma, a alma definha e lamenta. Sei bem que cura não há, se tiver que morrer de amores, morrerei. Como tantos outros já foram, eu irei. Não vejo problemas em mergulhar na trágica realidade que é a sua ausência, não me importo de conviver com minhas desgraças, já não me importo mais com a dor. Apenas me importo com esse vazio, com essa febre que não passa. Com essa tormenta contante que tenho ao me recordar do teu sabor. A garganta está seca de tanto gritar por ti. Volta e me envolve nos teus braços. Me cura dessa tristeza, me dê mais um pouco de amor, me embriaga com com teus beijos nocivos. Mas por que não atende a minha súplica? Não sei o que fazer para lhe ter aqui, estou cansando, vou me entregar ao destino e quiça ele me entregue você." - Desafagos.  
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